segunda-feira, 27 de julho de 2009

Proibido

Por incrível que pareça, a primeira vez que ouvi aquela palavra foi da boca da professora de ciências.

É engraçado como a palavra “maconha” não saiu dos lábios dos meus pais durante toda minha adolescência. Acho que tem a ver com a postura que eles decidiram tomar na minha criação: a gente finge que não existe, ela finge que não usa.

Isso não significa que eu use, mas também não quer dizer que, em algum momento desta minha breve história de vida, não tenha tido a curiosidade de experimentar.

Acontece que na escola a coisa é diferente do jantar de casa. Não existem palavras proibidas, significados desconhecidos, nem acessos limitados a substâncias ilegais.

Em resumo: se seu filho quiser, ele provavelmente vai conseguir.

Foi assim com nossos avós, com nossos pais e, com certeza, na nossa geração o trem descarrilou de vez. Agora não é uma questão de paz e amor, é uma questão de tráfico e guerra.
As drogas deixaram de ser um tabu pra se tornar uma pedra no sapato da sociedade e no caminho da luta contra a violência.

Para mim a maconha se tornou uma palavra conhecida, mas ainda me faltam motivos para acreditar que a sua descriminalização irá nos trazer de volta um pouco de paz e, quem sabe, de amor ao próximo.

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