quarta-feira, 29 de julho de 2009

Duelo

Estávamos frente a frente.
Como num duelo.
As lágrimas pesadas com chumbo rasgavam meu rosto.
Nossas mãos já não se encontravam mais.
Aqueles olhos opacos, mortos, gritavam adeus.
Minha respiração ofegante arrancava de meu peito qualquer sopro de esperança.
Queria gritar. Correr. Morrer. Não antes de tocar seus lábios pela última vez.
O mundo não girou por três eternos segundos. Nada aconteceu. Nada.
Apenas o vento assobiando a trilha de nosso fim.
Podia ouvir o som do meu desespero.
Meus sonhos se quebrando como um copo de cristal.
Foi naquele momento.
Você se virou. Eu morri. Como num duelo. Sem olhar pra trás.

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