quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O mundo.


Foi rodando, rodando, rodando. Que nem peão depois que acaba o barbante. Viu o céu, espiou a grama, ouviu um pássaro ao longe, sem saber a direção. Quando parou, caiu no chão. Não sabia quem girava mais, se ela ou o mundo. Ordenou que parasse, pediu para descer, mas o mundo não ouviu. E continuou rodando. Continuou vendo, continuou espiando e continuou ouvindo. Sem saber ao certo o que, ou de onde, o mundo continuou sorrindo. E rodando, rodando, rodando.

Nenhum comentário:

Postar um comentário