Acredito que o meio justificou o fim.
E assim foram ambos: patéticos.
Na mão esquerda ele segurava o cigarro, como era de costume durante as conversas ao ar livre na hora do intervalo de aula
Ela sentada na mureta balançava os pés como uma criança e avistava os carros que passavam a correr na avenida ao lado
Pareciam dois estranhos. Estranhos conhecidos.
Ela sabia o que ele queria. Ele sabia o que queria.
Eles fingiam não saber. Não queriam mais o mesmo.
Ela pegou a bolsa, agarrou seus sonhos e foi embora.
Ele e ela nunca mais se viram.
E o fim, esse sim, fez jus ao meio.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário